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NA DÉCADA DE 60 JOINVILLE FICOU CINCO ANOS SEM COMEMORAR ANIVERSÁRIO

JOINVILLE FICOU CINCO ANOS SEM COMEMORAR ANIVERSÁRIO

Na década de 60, Joinville ficou cinco anos sem comemorar oficialmente a data de 9 de março. Aconteceu na gestão do prefeito Helmut Fallgatter. A íntegra da Resolução da Prefeitura:

"Comemorações oficiais do 9 de Março serão de 5 em 5 anos. Para dar maior realce aos festejos de fundação de Joinville, a Prefeitura Municipal tomou a resolução de comemorar o 9 de Março de cinco em cinco anos, considerando que a repetição de cerimônias e festividades, todos os anos, tem o inconveniente de torná-las monótonas e sem maior interesse."


                                                                                     Praça da Bandeira/Monumento ao Imigrante - Foto: IBGE

" Nestes últimos anos essas festividades tem obedecido a um programa que se tornou tradicional: Toque de alvorada pela Banda do 13º Batalhão de Caçadores, defronte a Prefeitura Municipal, com assistência do prefeito e uma delegação da oficialidade daquela unidade militar e outras autoridades: na Praça da Bandeira, ante o monumento aos Imigrantes, são feitas oferendas de flores e coroas pela Prefeitura, comando do 13º BC , Corpo de Bombeiros e e das Associações EFA e AJAO." As festividades voltaram a ser realizadas a partir de 1966.

ACONTECEU EM JOINVILLE NO DIA 4 DE MARÇO

No dia 4 de março de 2014, há 7 anos, falecia aos 84 anos Aroldo Orlando da Conceição, foi mecânico, telegrafista e vendedor de passagens da Rede Ferroviária Federal, em Joinville. O telégrafo foi a última atividade do seu Aroldo na estação, até se aposentar, no dia 31 de dezembro de 1977. "Isso aqui ficava apinhado de gente, indo para São Francisco ou serra acima. O trem de passageiros nunca deveria ter sido retirado de circulação", relembrava o ferroviário em seu perfil.

Nascido em Mafra, no dia 2 de maio de 1930, Aroldo herdou do pai, Orlando, o ofício de ferroviário. "Meu pai era maquinista, e me ensinou muita coisa, inclusive a conduzir o trem." Com 12 anos de idade, Aroldo começou a trabalhar na RVPSC - Rede Viação Paraná-Santa Catarina -, antecessora da RFFSA - Rede Ferroviária Federal S/A.- em Corupá, para onde a família se transferira. Lá pelos 30 anos de idade, foi transferido para a cidade gaúcha de Marcelino Ramos. Pouco tempo depois retornou a Mafra e, em 1975, chegou a Joinville.

No dia 4 de março de 2015, há seis anos, a comunidade joinvilense acompanhava consternada as informações sobre acidente com um ônibus na Serra Dona Francisca que ceifou a vida de 51 pessoas. O veículo viajava de Porto União com destino à cidade de Guaratuba. Em respeito às vitimas da tragédia ocorrida na SC-408, a Prefeitura decretou luto oficial por três dias. Nesse período a bandeira do município permaneceu a meio mastro simbolizando pesar pela infausta ocorrência e solidariedade para com as famílias das vítimas.

Bairro Boa Vista sua história e sua gente

Morador mais idoso do Boa Vista lembra do sucesso que fazia o realejo de João Sell com sua música e o periquito que supostamente revelava o destino das pessoas. Vamos acompanhar a entrevista concedida por João Alves da Maia publicada na página 10 do Jornal do Boa Vista, edição nº 25/maio/2000.

Com 82 anos, o entrevistado começa a lembrando fatos que permaneceram em sua memória. "Antes de ser comerciante eu exercia a profissão de pintor. Um dia fui chamado para pintar um prédio em Jaraguá do Sul onde antigamente funcionava a Prefeitura. Lá conheci Olga Müller com quem casei em 1941. Da união nasceram dois filhos, Moacir e Mazilda, ambos casados. Olga faleceu em 1993." João Maia, como é mais conhecido, recorda: "Lembro que o bairro Boa Vista tinha somente 14 casas e seus poucos moradores se dedicavam à lavoura e à pesca. Nos anos 40 o bairro possuía cinco engenhos de farinha, entre eles um pertencente a Raimundo Cidral, que ficava onde hoje está o Bradesco, outro de José Oliveira e o engenho de açúcar de Marcolino de Oliveira, situado onde atualmente está a Granalha de Aço, entre outros. A luz elétrica chegou ao Boa Vista por volta de 1950, até a rua Aubé".

"Os bailes eram realizados nas casas de Marcolino de Oliveira e de Elias do Amaral, onde violão e cavaquinho tinham presenças garantidas. Em fins da década de 30 e inicio de 1940, os bailes já eram realizados no salão do Boa Vista Esporte Clube, em frente ao Campo de Futebol, proximidades do Mercado Cruzeiro. A diretoria do clube era presidida por Thomaz Silveira de Souza, também morador do bairro e proprietário de uma olaria que produzia loucas de barro, eu exercia o cargo de tesoureiro".


                                                                                                                     Realejo - Imagem ilustrativa/Foto/Internet


Tanto o salão como o campo de futebol ficavam em terrenos de João Sell, dono da metade do Boa Vista. João Sell possuía um realejo, uma espécie de instrumento musical que tem fole e teclado acionados por um cilindro movido à manivela. Tive a oportunidade de assistir muitas apresentações feitas por ele e por sua esposa Lina. Enquanto o realejo tocava um periquito retirava diminutos pedaços de papel contendo escritos que supostamente indicavam o futuro das pessoas."

João Alves da Maia reside há cerca de 50 anos no mesmo local, nº 143 da rua Albano Schnidt, durante este meio século, 30 anos foram dedicados à atividade comercial no mesmo endereço. Encerrando, disse que ele é o mais idoso morador do bairro e que Venceslau de Oliveira, é o segundo. (A entrevista com João Alves da Maia foi publicada na página 10 do Jornal do Boa Vista, edição nº que circulou em maio de 2000).

João Alves da Maia - entrevista publicada no Jornal do Boa Vista edição nº 25, maio/2000 Foto: Arquivo/JI


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